ALMA ACREANA > Isaac Melo

"OUÇAM, ESTÚPIDOS DE GRAVATAS E PALETÓS, SENHORES DO PETRÓLEO E DA BUFUNFA, NO FIM REINARÁ A JUSTIÇA, O MUNDO SERÁ DAQUELES QUE AMAM, ISTO É, DOS POBRES E ESFARRAPADOS, QUE UM DIA VÓS EXPLORASTES." I.M.

ALMA ACREANA > Isaac Melo

"OUÇAM, ESTÚPIDOS DE GRAVATAS E PALETÓS, SENHORES DO PETRÓLEO E DA BUFUNFA, NO FIM REINARÁ A JUSTIÇA, O MUNDO SERÁ DAQUELES QUE AMAM, ISTO É, DOS POBRES E ESFARRAPADOS, QUE UM DIA VÓS EXPLORASTES." I.M.
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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008

30.04.08

Poema sobre o Trabalho

                                           Pão nosso de cada mês

                                                                             


Senhor, que do céu tudo vê;
Oro para alimentar a alma,
Trabalho para alimentar o corpo
meu, de minha família
e do senhor que me paga o salário;
Venha a nós, ainda que pela lembrança,
o eu carpinteiro, tropeiro, fiandeiro,
o eu lavadeira, pastor, carreiro de carro de boi
e todas as artes e ofícios,
que em nome do progresso,
hoje, se amontoam num museu.

Seja feita a vontade de meu filho:
não trocar as brincadeiras de roda, pião
ou passa-anel pela enxada fria,
terra dura e seca de uma fazenda
com trabalho infantil ou escravo.
Que não nos falte ou atrase o pão de cada mês
porque ao longo dos dias vou me virando
com a sopa de Pedro Malasartes.
Perdoai áqueles que fizeram do trabalho um discurso,
Trabalho que outrora era sinônimo de vergonha,
coisa de escravo, de gente que não sabia pensar.
Oito, dez, doze horas, não importa,
o patrão disse que o trabalho me dignifica.
Que eu carregue, por todo o sempre que é o trabalho
e não o emprego que permite
ao homem fazer e desfazer, aprender e ensinar.
Para tecer, com suas próprias mãos, o destino.

Amém, axé, auerê, uai...



(FONTE: Ana Paula de Oliveira, em 03/05/2006)
           

           

       FELIZ POVO BRASILEIRO!!!

Poema da Gibran Kalil Gibran...

(Gibran é um poeta  fascinante, confira uma prova disso...)

Que pensar do boi que gosta do seu jugo


Que pensar do boi
que gosta do seu jugo
e julga que o gamo e o alce
da floresta
são coisas perdidas e vagabundas?

Que pensar da velha serpente
que não é capaz de deitar fora a pele,
e qualifica todas as outras
de nuas e despudoradas?

E daquele que chega cedo à boda
e se vai embora farto e cansado
dizendo que todas as festas são pecado
e que todos os convidados
vão contra a lei?

Que direi destes, a não ser
que também eles estão na luz,
mas de costas voltadas ao sol?

Vêem apenas as sombras,
e as suas sombras são as suas leis.

E o que é o sol para eles
senão um criador de sombras?

E que é reconhecer as leis
senão inclinar-se
e traçar as próprias sombras na terra?

Vós que caminhais voltados para o sol,
que imagens refletidas na terra
são capazes de vos reter?

... ... ... ... ... .... ... ... ... ... ...

Povo de Orphalese:
podeis disfarçar o tambor
e desligar as cordas da lira,
mas quem poderá
proibir de cantar a cotovia?

Khalil Gibran


(Gibran Khalil Gibran, poeta, pintor e filósofo libanês, nasceu na cidade de Becharré, ao norte do Líbano, não muito longe da sagrada floresta dos cedros milenares. Emigrou para Nova York em 1895 e, em companhia de sua mãe, seu irmão e suas duas irmãs e lá faleceu no dia 10 de abril de 1931).

“Se quiserdes conhecer a Deus, não procureis transformar-vos em decifradores de enigmas. Olhai, antes, à vossa volta e encontrá-lo-eis a brincar com vossos filhos. E erguei os olhos para o espaço e vê-lo-eis caminhando nas nuvens, estendendo os braços no relâmpago e descendo na chuva. E o vereis sorrindo nas flores e agitando as mãos nas árvores.”



 

29.04.08

DYM GOMES, O POP DA FLORESTA...

Ele ficou mais conhecido como o "cabeça de Abacaxi". Dym Gomes é um dentre os vários músicos acreanos que tem que lutar por um espaço até mesmo dentro de seu próprio estado.

Como estamos acostumados a pensar o que é bom, só o que vem de fora, às vezes esquecemos aqueles que enaltecem nossa terra e nossa gente por meio da música.

Dym Gomes é prova disso. Ele tem lutado durante esses anos para poder divulgar seu trabalho e tem se deparado com muitas barreiras, tanto de ordem financeira como de questão de patrocínio e divulgação.

Ele têm dois CD's: o primeiro intitulado "cabeça de abacaxi" que é também uma das músicas mais conhecidas de seu repertório; e o segundo "A dança do Mariri" no qual canta principalmente em analogias aos povos indígenas do Acre e nossa terra.

Além de grande amigo, tenho em Dym um exemplo de perseverança  e de amor a nossa gente.

Por isso, fica o meu reconhecimento a esse nossa artista, ainda meio desconhecido, mas que sem dúvida tem muito a nos oferecer. E espero um dia que alguém verdadeiramente possa valorizar e ajudar para que nossos artistas tenham vez e voz.

Ele é um cantor de nossa terra. Um cantor tarauacaense!!!

GALVEZ, Imperador do Acre (Márcio Souza)

                                   GALVEZ, Imperador do Acre (Márcio Souza) 

                                                              

                                            
 


A literatura amazônica tem ganhado espaço e projeção nacional. E tem conquistado ao longo destes anos cada vez mais leitores e projeta-se como uma das mais eminentes da atualidade, rompendo com a predominância da literatura produzida no eixo sul-sudeste-nordeste. E grandes tem sido seus expoentes como os contemporâneos Milton Hatoum, professor da Universidade do Amazonas, que ganhou nada mais nada menos que três prêmios Jabuti (o maior da literatura nacional), ou como Márcio Souza que já teve até mesmo romances seus transformados em minissérie global (Mad Maria); além de grandes nomes do passado como Leandro Tocantins, Abguar Bastos, Alberto Rangel, dentre outros.
Em 1976 surgia o romance Galvez, Imperador do Acre, que daria ao amazonense Márcio Souza uma projeção nacional, tornando-o um dos grandes nomes da literatura contemporânea. É um livro muito elogiado pela crítica. Um romance divertido, satírico e bem humorado sobre a história e peripécias do primeiro imperador do Acre:
Luiz Galvez Rodrigues de Aria.
Vale a pena ler. Foi graças a Galvez que o Acre passou a ser nosso. Ali, Galvez, no seu delírio de conquistador caricato, pensou primeiro em implantar uma ditadura, que era freqüente além do Equador como todos sabem, mas, como bom espanhol, acabou seduzido pelas pompas monárquicas e instalou ali o estado independente do Acre, com sede de seu “império” em Puerto Alonzo.
Galvez, Imperador do Acre é um livro imprescindível para a nova geração de leitores e de forma especial para os acreanos, tendo em vista que este homem teve grande relevância para a nossa condição atual de estado brasileiro democrático. 
                                                          

     

Galvez         


Obs: Os taraucaenses podem encontrar este livro na Biblioteca Pública “Prof. Anselmo Marinho Lessa”.

                                                       BOA LEITURA!!!

28.04.08

São Pedro Chanel

                                                  São Pedro Chanel

 

Com certeza você já ouviu falar dos famosos perfumes Chanel, mas talvez você nunca tenha ouvido falar de São Pedro Chanel. Geralmente quando se fala em santo pensamos num ser distante de nós, que não teve problemas, alguém que parece que não pertenceu a esse mundo. Quando na verdade é ao contrário, pois ninguém nasce santo, as pessoas tornam-se santas na medida em que se identificam com Cristo, tornando-se capazes de entregar até a própria vida. A santidade não é privilégio de ninguém, todos nós somos chamados a ser santos e santas. O fato de ser não ser canonizado pela Igreja, não quer dizer que não podemos ser santos.
Mas os perfumes Chanel e são Pedro Chanel não são apenas meras coincidências. Esses perfumes foram fundados por um dos ramos da família de são Pedro Chanel. Mas isso não convém ao caso, serve apenas para ilustrar.
Padre Chanel era um dos primeiros padres maristas. Nasceu numa pequena aldeia chamada La Potiére, Ain (França) no dia 12 de Julho de 1803. Sempre muito bondoso com todos, cultivava o sonho de ser missionários em outras terras. E foi no ano de 1836 que deixou a França rumo à Oceania, numa viagem que durou meses, com um grupo de Padres e Irmãos Maristas. Chanel se instalou na pequena Ilha de Futuna. Apesar de ter conseguido a simpatia de muitos pela sua bondade e generosidade, mesmo assim, não conseguiu agradar a todos e passou a ser perseguido. Até que no dia 28 de Abril de 1841 foi atacado e morto a machadadas. Até então Chanel não havia conseguido muitos frutos. Logo depois de sua morte a ilha inteira se converteu ao cristianismo.
Padre Chanel morreu por causa da fé. Foi o primeiro mártir da Oceania e é hoje também o Padroeiro. Poucos anos depois de sua morte, sua causa foi introduzida no vaticano, e foi beatificado pelo papa Leão XIII em 1889. Em 1954 foi canonizado, isto é, elevado a glória dos altares como São Pedro Chanel. E todos nós Maristas ficamos felizes em saber que nossa família Marista tem gerado homens e mulheres santas, que viveram na fé e no amor à Cristo até as últimas conseqüências. Celebramos sua festa no dia 28 de Abril.

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