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"Amo !"
Amo a terra ! Amo o sol ! Amo o céu ! Amo o mar !
Amo a vida ! Amo a luz ! Amo as árvores ! Amo
a poesia que escrevo e entusiasta declamo
aos que sentem como eu a alegria de amar !
Amo a noite ! Amo a antiga palidez do luar !
A flor presa aos cabelos soltos de algum ramo !
Uma folha que cai ! Um perfume no ar
onde um desejo extinto sem querer inflamo !
Amo os rios ! E a estranha solidão em festa,
dessa alma que possuo multiforme e inquieta
como a alma multiforme e inquieta da floresta !
Amo a cor que há nos sons ! Amo os sons que há na cor !
E em mim mesmo - amo a glória de sentir-me um Poeta
e amar imensamente o meu imenso amor !.
(Poema de JG de Araujo Jorge extraído
do livro " AMO ! " 1a edição 1938 )
Visite o site do poeta tarauacaense:

criado por Isaac Melo
11:07:27Quem não fica fascinado com um pôr-de-sol deste!

Assim é Curitiba, sendo saudada no final da tarde por este magnífico sol!
Isso é poesia divina!

criado por Isaac Melo
10:36:08"Como eu vivo e vibro de ânsia brasileira! Veja si me compreende este pequenino poema Acreano em que disse apenas que senti derrepente e que é indescritível,(...) porque um desses momentos de angustia amorosa sublime em que é tão forte a corrente de comoção, tão ansiados os sentimentos, tão contraditórios, tão interpostos e simultâneos. (...) É melhor dizer simplesmente com que for como a gente compreenderá o dizer:
Poema Acreano
Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da rua Lopes Chaves
De supetão senti uma friagem por dentro
Fiquei tremendo muito comovido.
Com o livro palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei que lá no Norte,
meu Deus !,
muito longe de mim,
na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem alado, negro de cabelo
nos olhos.
Depois de fazer uma pele com a
borracha do dia
Faz pouco se deitou , está dormindo.
Esse homem é brasileiro que nem eu."
(Carta a Luís da Câmara Cascudo, 26/06/1925. In: ANDRADE, Mário: Cartas de Mário de Andrade a Luís da Câmara Cascudo. Belo Horizonte/Rio de Janeiro, Villa Rica, 1991, p. 36.)
II - Acalanto do seringueiro
(...)
Seringueiro, eu não sei nada!
E no entanto estou rodeado
Dum despotismo de livros,
Estes mumbavas que vivem
Chupitando vagarentos
O meu dinheiro o meu sangue
E não são gosto de amor...
Me sinto bem solitário
No mutirão da sabença
Da minha casa, amolado
Por tantos livros geniais,
"Sagrados" como se diz...
E não sinto os meus patrícios!
E não sinto os meus gaúchos!
Seringueiro, dorme...
E não sinto os seringueiros
Que amo de amor infeliz!...
(...)
> Do livro: Clã de Jabuti de Mário de Andrade

"Minha obra toda badala assim: Brasileiros, chegou a hora de realizar o Brasil. "
( MÁRIO DE ANDRADE)
P.S. Sublime!!!

criado por Isaac Melo
12:05:54RENATA PEREIRA LIMA ASPIS*

Nós afirmamos: o professor de filosofia deve ser filósofo. E por quê? O professor de biologia deve ser biólogo? O de matemática deve ser matemático?
Para nós as aulas de filosofia são aulas de filosofar da mesma forma que ensinar filosofia é produzir filosofia. Assim sendo, aulas de filosofia são produção de filosofia. Nas aulas de biologia o professor não está promovendo a produção de biologia como o professor de filosofia promove a produção filosófica em suas aulas. Assim se aprende a fazer filosofia: fazendo e tendo um modelo de como se faz. “Importa-me aqui o Sócrates vivo, que não ensinava filosofia mas, filosofando, fazia filosofar” (Langón, 2003, p. 90). Nas aulas de filosofia onde se promove experiência filosófica o professor
não professa. Ele não apregoa, não é depositário de verdades. O professor de filosofia é um super-herói às avessas: ele cria problemas. Mas também é ele quem vai orientar sua solução. Seus poderes mágicos são sua convicção filosófica e educacional.2 Esse professor tem a chave de um espaço singular onde os alunos poderão entrar para ter ali sua experiência filosófica.
O modo de relacionar-se consigo mesmo, com os outros, com o texto, dentro desse espaço, será um modo diferente, será um modo filosófico. O professor de filosofia, dentro do que entendemos, vai ensinar a pensar filosoficamente, a organizar perguntas num problema filosófico, ler e escrever filosoficamente, a investigar e dialogar filosoficamente, avaliar filosoficamente, criar saídas filosóficas para o problema investigado. E vai ensinar tudo isso na prática. Na sua prática e na prática dos alunos. Vai ensinar tudo isso sem dar fórmulas a serem apenas reproduzidas. Não vai achar que sabe o que vai acontecer pois tudo pode acontecer já que tudo estará sendo criado novo a cada aula.
Nas aulas de filosofia como experiência filosófica, o professor é um orientador, ele põe à disposição para os seus alunos os instrumentos que conhece para uma disciplina filosófica no pensamento. Cria com os alunos um grupo, uma equipe, que tem um objetivo comum: encontrar saídas para um problema elaborado por eles mesmos, de seu interesse, por meio da investigação e do estudo filosóficos. O professor sabe que sua orientação é limitada ao seu modo de compreender a filosofia e a realidade, e que, portanto, sua orientação deve conter incentivo e atenção para as possíveis criações de novos modos por parte de seus alunos.
Pensamos que a filosofia é formadora no sentido do desenvolvimento do homem como ser que busca compreensão, ser que questiona e cria saídas. Se assim é, não pode reduzir-se a servir a um plano determinado de homem, não é formativa no sentido de conformar o ser num modelo acabado. Sua formação é processo. Dessa maneira o professor, ele também, está sendo formado nesse processo. Se ele é humano e não um super-herói que tem superpoderes, ele também está, por intermédio da sua prática de filosofia, formando-se sempre. A ação desse professor é diretiva já que não pode escapar de sê-lo por ser humana, histórico-sociocorporalmente determinada.
Também é dirigido o caminho de conquista da disciplina filosófica no pensamento, já que parte de caminhos já trilhados e conceitos já criados pela tradição. Mas tão e somente isso. Na sua intenção final a ação do professor é livre de expectativas, é aberta para caber, ama o novo e o diverso. O objetivo dessa ação se realiza no estar sendo e não no chegar a ser um algo previamente sabido. Aquilo que o professor conhece – o pensamento filosófico – será praticado pelo grupo sob sua orientação aberta e atenta, como dissemos.
* Mestra em educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e professora de filosofia no ensino médio. E-mail: renaspis@uol.com.br

criado por Isaac Melo
18:26:58O UIRAPURU
Lenda Indígena da Amazônia

Conta a lenda que um belo índio, disputado por todas as jovens da tribo, foi morto por seu rival.
Mas, como que por encanto, o corpo desapareceu transformado em um pássaro invisível.
Desse dia em diante, apaixonadas e saudosas, as índias ouviam apenas um canto maravilhoso que povoava de harmonia os recantos da floresta, mas afastava-se sempre que elas o perseguiam.
Era o belo índio que haviam perdido para sempre... encantado no pássaro de voz mais melodiosa da mata.
Era o UIRAPURU.
Seu canto soa puro e delicado, como o de uma flauta. E a Floresta Amazônica inteira silencia em reverência ao mestre dos pássaros. Índios e sertanejos se emocionam.
Poucos têm a oportunidade de ouvir o pequeno pássaro, que canta apenas alguns minutos, ao alvorecer e ao anoitecer, durante os 15 dias do ano em que constrói seu ninho.
Ao som de seu canto, homens e mulheres apressam-se a fazer pedidos, confiantes de que serão prontamente atendidos.
Muitos buscam suas penas, e até mesmo pedaços de ninho, aos quais atribuem poderes mágicos.
Acreditam que uma de suas penas dará aos homens sorte no amor e nos negócios. E um pedaço de seu ninho garantirá às mulheres a paixão e a fidelidade do amado, para sempre.
Estas são apenas algumas das muitas histórias sobre o UIRAPURU.
O pequeno grande cantor da Floresta Amazônica, que encanta a todos, e inspira lendas.
Autor desconhecido
Reformado por Arnaldo Temporal.

criado por Isaac Melo
17:54:26